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Tapira Teen - A Revista Digital de Tapira
Publicado em: 28/05/2026
Conta da Cemig ficará mais cara a partir de hoje (28)
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Consumidores residenciais em Minas Gerais terão impacto médio de 5,21% nas faturas, enquanto o setor industrial enfrentará alta de 9,43%.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) chancelou o Reajuste Tarifário Anual de 2026 para a Cemig Distribuição (Cemig-D). Com a decisão do órgão regulador, os novos valores começam a ser aplicados a partir desta quinta-feira, 28 de maio, impactando as contas de luz em 774 municípios mineiros onde a concessionária atua.

A revisão tarifária provocará um efeito médio de 6,50% no bolso dos clientes, mas o índice varia conforme a categoria de consumo e o nível de tensão da rede elétrica:

  • Consumidores Residenciais (Baixa Tensão): O aumento médio fixado foi de 5,21% (classe B1);
  • Indústrias e Grandes Empresas (Alta Tensão): O reajuste médio para o setor produtivo foi estabelecido em 9,43% (Grupo A).

De acordo com o relatório técnico da agência reguladora, o realinhamento de preços foi pressionado principalmente pelo aumento nos custos não gerenciáveis da distribuidora, o que engloba os encargos de transmissão de energia, a compra de novos montantes de eletricidade e ajustes financeiros pendentes de ciclos anteriores.

A alta no segmento industrial gerou manifestações do setor produtivo. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) demonstrou preocupação com o reajuste de 9,43% na alta tensão, destacando que o índice superou o dobro da inflação acumulada no período oficial avaliado, que registrou 4,39%.

Por outro lado, a diretoria da Cemig ressaltou que a recomposição voltada ao público residencial ficou entre as menores aplicadas às principais empresas de energia do país neste ano. Atualmente, a companhia atende cerca de 9,8 milhões de unidades consumidoras no estado. Os reflexos do reajuste nas contas dos clientes começarão a aparecer gradualmente nos boletos faturados a partir de junho.

Ações de mitigação tributária

Diante do cenário de aumento, a presidência da concessionária estadual informou que já iniciou estudos internos em conjunto com o governo do estado para avaliar possíveis mecanismos tributários legais que possam atenuar o peso da tarifa no futuro. Uma das alternativas em análise envolve discussões sobre margens de redução na alíquota do ICMS aplicada sobre a fatura de energia elétrica, respeitando as diretrizes de responsabilidade fiscal.

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