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Com mais de 40 anos de existência, o Complexo de Mineração de Tapira é responsável por uma das maiores extrações de rocha fosfática do Brasil. A Mosaic, que está à frente da unidade desde 2018, produz no Triângulo Mineiro mais de 40% dos fosfatados fabricados nacionalmente. O complexo é responsável por alimentar com esse insumo estratégico para o agronegócio outras unidades do grupo, como o Complexo Industrial de Uberaba, o maior em produção de fertilizantes da América Latina.
Tapira possui capacidade para produzir 1,84 milhão de toneladas de concentrado fosfático convencional por ano e 160 mil toneladas anuais de concentrado fosfático ultrafino. A mina movimenta 32,7 milhões de toneladas de estéril, 15,3 milhões de toneladas de minério e 2 milhões de toneladas de rocha fosfática ao ano. A planta alimenta outras unidades do grupo, como o complexo de Uberaba, dando sequência ao ciclo produtivo.
Em Tapira, a lavra é superficial, com profundidade média de 150 m. Ela opera com caminhões fora de estrada de 100 t e 200 t e escavadeira hidráulicas de 8,5 m³ e 15 m³. O método de lavra foi escolhido em função da geologia da jazida carbonatito (rocha ígnea), e a zona mineralizada com viabilidade econômica encontra-se na região que sofreu intemperismo e houve uma concentração residual do P2O5 .
O processo de beneficiamento de minério inicia-se com a britagem primária, utilizando um britador giratório com capacidade para 3000 t/h. Em seguida, realiza-se a britagem secundária por meio de um britador de rolos dentado, também com capacidade de 3000 t/h. O minério é então empilhado no pátio de homogeneização por meio de um stacker, utilizando o método Chevron.
Para a movimentação do minério no pátio são empregadas duas retomadoras, com capacidade de 2000 t/h. Na sequência, o material passa por um processo de rebritagem, que envolve o uso de peneiras e britadores cônicos. O minério segue para a moagem, que é realizada com barras e bolas. Em seguida, o material passa pela separação magnética de baixa intensidade. O método é complementado com a classificação por hidrociclones, além da deslamagem, também realizada por hidrociclones.
O processo continua com o uso de condicionadores de reagentes, que preparam o minério para a flotação, quando ocorrem as fases rougher, scavenger, cleaner e recleaner, etapas responsáveis pela concentração do minério. Após isso, o minério passa por uma separação magnética de alta intensidade. O concentrado é então direcionado para os espessadores, que fazem a recuperação de água e eleva a concentração do minério. Por fim, o minério é transportado por meio do mineroduto.
Segundo a Mosaic, toda a produção da operação de Tapira (rocha fosfática) é destinada à unidade de Uberaba, sendo que 92,5% do produto é enviado via mineroduto com 123 km de extensão, uma instalação pioneira no Brasil de transporte de polpa de longa distância, e o restante (7,5%), via rodovia. A rocha fosfática processada em Tapira é usada para a produção de ácido fosfórico e, consequentemente, para obter fertilizantes (MAP, SSP, TSP etc.) e produtos para nutrição animal (fosfato bicálcico).
Com sede em Tampa, na Flórida (EUA), a Mosaic iniciou atividades em 2004, com a combinação do negócio de nutrição de safras da Cargill com a IMC Global. Dez anos depois, adquiriu as unidades de fertilizantes da ADM (Archer Daniels Midland) no Brasil e no Paraguai. Em 2018, foi a vez da integração com a Vale Fertilizantes. Atualmente, a Mosaic opera seis minas no País – três em Minas Gerais, além de São Paulo, Goiás e Sergipe. A unidade industrial fica em Uberaba e a empresa tem também nove plantas de mistura e distribuição, além de dois escritórios administrativos. Neste ano, ela pretende inaugurar uma misturadora em Palmeirante (TO).
Entre empregos diretos e terceirizados, o complexo de Tapira geral cerca de 1.100 posições. Em termos de equipamentos, Tapira possui 64 equipamentos pesados, sendo três escavadeiras de 15m³, seis escavadeiras de 8,5 m³, 27 caminhões com capacidade para 100 t, 12 caminhões de 200t, 11 tratores de esteira e cinco motoniveladoras. Nessa mina, os equipamentos são locados da empresa U&M Construção e Mineração, porém os operadores são Mosaic.
Fonte: Revista Minérios.