Tapira Teen - A Revista Digital de Tapira
Publicado em: 16/01/2014
Encontro de folias na Festa de São Sebastião
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O domingo da Festa de São Sebastião foi marcado pelo encontro de folias, promovido para resgatar a cultura tapirense em uma de suas manifestações mais importantes e tradicionais. O evento contou com a participação de folias de tapira e de cidades vizinhas.

As folias costumam viajar o município, visitando casas principalmente na fazenda e levando um pouco de nostalgia aos seus moradores, recordando uma manifestação cultural centenária.

A folia e a festa de São Sebastião fazem parte dos cenários religioso e cultural tapirense desde que estas terras foram colonizadas. Esta dobradinha sempre existiu, sendo recorrente nos meses de janeiro e, ainda hoje, atrai adeptos.

A Folia de Reis é um festejo de origem portuguesa, que veio para o Brasil durante a sua colonização, no século XVI. Foi trazido pelos Jesuítas, para facilitar a catequização dos índios e negros. É uma festa católica, que lembra o nascimento de Jesus Cristo, onde os três reis foram visitar o menino Jesus que havia nascido e o levaram presentes.

As canções são sempre com temas religiosos e os principais instrumentos musicais utilizados são a viola caipira, o violão, o afoxé, o cavaquinho, o acordeom ou sanfona, o pandeiro e a caixa.

Liderados pelo Capitão da Folia, seguem reverenciando a bandeira, carregada pelo alferes. A bandeira carrega o símbolo da folia. Decorada com figuras que levam o menino Jesus e os três reis. Feita geralmente de tecido, é enfeitada com fitas e flores de plástico, tecido ou papel, sempre costuradas ou presas com alfinete, nunca amarradas com nós cegos, para segundo a crença não “amarrar” os foliões ou atrapalhar a caminhada.

Para a saída de uma folia, é importante lembrar que o festeiro é uma figura respeitável, pois é, geralmente, de sua residência que os foliões fazem a “tirada da bandeira” e também para onde é feito o retorno ao final do “giro”.

O capitão é o principal personagem da folia, ou ainda chefe da folia, porque ele organiza a logística do grupo, o trajeto, horários e os instrumentos, e é o responsável por improvisar os versos cantados nas residências. Cabe ao capitão a responsabilidade de manter viva a tradição e se encarregar da transmissão oral dos versos durante a apresentação da folia nas residências. O coro é constituído pelos integrantes da folia que são, ao mesmo tempo, cantores e instrumentistas, todavia, varia de entre as regiões. Cada membro do coro tem sua função. O bandeireiro ou alferes da bandeira tem a função de carregar a bandeira do grupo respeitosamente e receber as doações. A bandeira é apresentada ao chefe da residência onde a folia passa para receberem os donativos oferecidos pelas famílias.

Com contribuição de Luciene Marli Rosa.

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