Tapira Teen - A Revista Digital de Tapira
Publicado em: 21/01/2013
Cavalgada da Festa de São Sebastião 2013
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A sexta edição da Festa de São Sebastião realizada nos moldes atuais não poderia deixar de contar com a cavalgada, que é parte integrante e irrevogável da cultura tapirense.

Os cavaleiros se reuniram na Fazenda Córrego das Pedras, na região da Capivara, onde primeiramente participaram de almoço festivo. Da sede da fazenda de propriedade dos festeiros Sandoval e Tuquinha eles partiram rumo à Tapira.

O percurso da cavalgada presenteou os participantes com belíssimas paisagens naturais. Ladeados por montanhas eles atravessaram a belíssima Serra do Boqueirão e desceram até a cidade, onde passaram pelo Parque de Exposições, venceram as avenidas Raimundo Venâncio de Souza e Geraldo Tomaz de Aquino, passaram em frente da Prefeitura e da Câmara Municipal, subiram a Rua Egídio Ribeiro de Resende, contornaram a Praça Antônio Venâncio de Souza e percorreram a Rua Jovino Gomes de Menezes até chegar às escadarias da Igreja Matriz de São Sebastião.

O jovem Aron mais uma vez emprestou-se ao personagem maior da Festa e trajado como São Sebastião seguiu todo o percurso da cavalgada desfilando em cima de um carro de boi e dando à impressão a todos que acompanhavam que o verdadeiro mártir desfilava emanando suas bênçãos à cidade que tem a incumbência de ser o padroeiro.

Diante do templo erguido em veneração ao santo padroeiro destas terras e cuja fé deu início à sua colonização Dom Paulo - Arcebispo Metropolitano de Uberaba, procedeu, juntamente com o Padre Sérgio Márcio de Oliveira, à benção do sal que seria distribuído a todos os presentes.

A cavalgada é um grande momento de encontro do presente e do passado tapirense. O animal que serviu como meio de transporte nos primórdios da colonização ainda hoje faz parte do cotidiano dos munícipes, que cultivam grande paixão por eles.

O percurso no meio da natureza, como acontecia no início do século passado, oferecendo como paisagem as montanhas e os riachos, as matas e as grotas; o invadir da cidade passando por ruas cujos nomes remontam a antepassados que fizeram parte inconteste da história de Tapira faz com que a cavalgada seja um elo entre o passado e o presente, um nobre manifesto da paixão pelas raízes, um festivo desfilar do ontem, do hoje e, sem sombra de dúvidas de um amanhã que não terá fim.

A cavalgada de São Sebastião une a cultura à religião, relembra um pouco da epopeia de nossos antepassados no lombo destes animais a caminho dos terços no cruzeiro que depois virou Igreja e que, depois, deu o pontapé inicial para a fundação de uma cidade ao seu redor.

Que a cultura viva soberana, cavalgando virtuosa na ampulheta do tempo e escrevendo sua rústica modernidade nas linhas da história destas terras!

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